quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Da série "Coisas parvas com IA"

 A IA... Ai a IA, anda por aí tudo virado com a IA, ora são guionistas a verem o seu emprego a terminar, ora são operadores de callcenter que já vão sendo cada vez mais substituídos pela IA, para desespero dos utentes que no fim só querem falar com um operador de carne e osso e não há meio de lá chegar e com a IA andamos aos círculos qual condutor pela primeira vez em Lisboa a experimentar a rotunda do Marquês.

Então! Ora que pedi à IA a loucura; um pequeno texto acerca do amor proibido entre filha de um taxista em Lisboa e um motorista da Über do Bangladesh. (Já imaginaram?), Pois aqui fica a obra prima de um tal de Copilot com ideia minha.


O Último Turno

O fumo do cigarro de Manuel misturava-se com a névoa salgada do Cais do Sodré. Ele tinha o seu táxi amarelo parado, o motor a aquecer, e os olhos carregados de trinta anos de Lisboa. Para ele, o mundo dividia-se em dois: os que ganhavam a vida na praça, à espera, e "os piratas da aplicação" que lhes roubavam o pão.

Manuel nunca soube que o sorriso reservado de Sofia, a sua filha, era a única coisa que Rizwan, um motorista de Uber de 28 anos vindo do Bangladesh, ansiava ver no final de cada turno. Rizwan conduzia um Dacia alugado, com a esperança de um dia ter o seu próprio negócio, e via a filha do taxista não como inimiga, mas como a personificação da cidade que o acolhia.

Os encontros eram furtivos. Longe da Praça do Comércio e das colunas de táxis, eles partilhavam pastéis de nata na Baixa ou subiam ao Miradouro de São Pedro de Alcântara, onde o vento lhes levava os segredos. Para Sofia, o sotaque suave de Rizwan e a sua calma eram um contraste à fúria constante do pai contra a modernidade. Para Rizwan, Sofia era a sua âncora na tradição portuguesa.

O seu amor era proibido, um sussurro de GPS contra o ruído do taxímetro. Era a velha Lisboa a chocar contra a nova Lisboa global. E no entanto, sob o céu alaranjado da Ribeira, quando as suas mãos se encontravam, parecia-lhes que todas as divisões do mundo podiam ser resolvidas com um simples toque.


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